Painéis de controle
O que é o Plesk: para que serve, edições e como começar a usar
O Plesk é o painel de hospedagem que roda em Linux e em Windows Server. Entenda o que ele gerencia, como funcionam as edições da licença, quando escolher Plesk ou cPanel, como instalar e os primeiros passos para publicar um site.
- Por equipe técnica da Hospedagem Segura
- Atualizado em 10/10/2026
- 9 min de leitura
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O Plesk é um painel de controle de hospedagem: pelo navegador, ele administra sites, domínios, contas de e-mail, bancos de dados, zonas de DNS e certificados SSL de um servidor, sem que você precise digitar comandos. Roda em Linux e em Windows Server, e é mantido pela WebPros, a mesma empresa do cPanel e do WHMCS. A linha atual se chama Plesk Obsidian e recebe atualizações várias vezes por ano.
Usar o Plesk, no dia a dia, é entrar no painel pelo endereço do servidor na porta 8443, criar uma assinatura para cada site e, dentro dela, cuidar do domínio, dos e-mails, do banco e do certificado. Quem hospeda sites de clientes cria também contas de cliente e de revendedor, cada uma vendo só o que é seu.
O que é o Plesk e para que serve
O Plesk junta numa interface só o que, sem painel, exigiria configurar à mão o servidor web, o servidor de e-mail, o DNS e os bancos. O que ele gerencia:
- Sites e domínios: domínios, subdomínios, apelidos e redirecionamentos, com a versão do PHP escolhida por site, além de Node.js e publicação por Git.
- Bancos de dados: MySQL ou MariaDB e PostgreSQL no Linux; Microsoft SQL Server no Windows.
- E-mail: contas, encaminhamentos, respostas automáticas e webmail.
- DNS: a zona de cada domínio, quando o próprio servidor responde pelo DNS.
- SSL: certificados gratuitos da Let's Encrypt, emitidos e renovados automaticamente pela extensão SSL It!.
- WordPress: o WP Toolkit instala, atualiza, protege e, nas edições maiores, clona e cria cópias de teste (staging).
- Rotina: gerenciador de arquivos, contas de FTP, tarefas agendadas, backups e extensões, como a de Docker.
Administrador, revendedor e cliente
O acesso tem três níveis. O administrador cuida do servidor inteiro. O revendedor cria os próprios clientes e planos. O cliente gerencia apenas as suas assinaturas. A assinatura (subscription) é a unidade de hospedagem: um domínio principal com seus recursos (espaço, e-mails, bancos), seguindo um plano de serviço. É essa organização que permite usar o mesmo painel para um site só ou para centenas de clientes.
Plesk no Linux e no Windows Server
O Plesk é um dos poucos painéis que rodam nos dois sistemas, e o que muda é a pilha por baixo.
No Linux, ele trabalha com nginx e Apache, PHP em várias versões, MySQL ou MariaDB, PostgreSQL, Postfix e Dovecot para e-mail e BIND para DNS. Pela lista oficial de requisitos de 2026, os sistemas recomendados são Ubuntu 26.04, AlmaLinux 10, Debian 13, CloudLinux 9 e Red Hat Enterprise Linux 9; versões anteriores, como Ubuntu 24.04, AlmaLinux 9 e Debian 12, continuam suportadas. O CentOS 7, sem atualizações do fabricante desde 30/06/2024, só tem suporte estendido pago do Plesk até 1º/1/2028; para servidor novo, escolha AlmaLinux ou Ubuntu.
No Windows Server (2025, 2022, 2019 ou 2016), o Plesk gerencia o IIS, o ASP.NET e o SQL Server, com MailEnable para e-mail e o DNS da Microsoft. É o caminho natural para sites em ASP.NET com banco SQL Server, que não rodam em painéis só de Linux.
Os requisitos mínimos oficiais são 1 GB de memória mais 1 GB de swap e 20 GB de disco no Linux, e 2 GB de memória e 32 GB de disco no Windows. É o mínimo para o painel funcionar; para hospedar sites de verdade, com e-mail e banco no mesmo servidor, planeje bem mais memória.
Edições e licença do Plesk
O Plesk é software pago, licenciado por servidor. As edições se diferenciam pelo número de domínios e pelos recursos do WP Toolkit:
- Web Admin: até 10 domínios, com o WP Toolkit SE, a versão limitada, sem clonagem nem staging.
- Web Pro: até 30 domínios, com o WP Toolkit completo.
- Web Host: sem limite de domínios pela licença, com o WP Toolkit completo; é a edição usada por quem hospeda sites de muitos clientes.
Há licença para VPS, que só pode ser instalada em servidor virtual, e licença para servidor dedicado, que serve nos dois; os recursos são os mesmos. O site oficial publica os preços com cobrança mensal ou anual. Na configuração inicial, também é possível ativar uma licença de teste completa para avaliar o painel. Quem contrata o servidor já com Plesk costuma receber a licença do próprio provedor, junto da mensalidade.
Plesk ou cPanel: qual a diferença
Os dois painéis são da WebPros e resolvem o mesmo problema, mas com escolhas diferentes:
- Sistema: o Plesk roda em Linux e Windows Server; o cPanel, só em Linux.
- Licença: no Plesk, a edição define o número de domínios; no cPanel, o preço acompanha o número de contas.
- Organização: o Plesk reúne administrador, revendedor e cliente na mesma interface; o cPanel separa o WHM (administrador e revendedor) do cPanel (dono do site).
- Uso típico: ASP.NET com SQL Server pede Plesk no Windows; hospedagem Linux de sites em PHP e WordPress funciona bem nos dois, e a escolha costuma pesar mais pela familiaridade da equipe e dos clientes.
O guia sobre painéis de hospedagem, nos artigos relacionados, compara também o DirectAdmin e o Webmin.
Como instalar o Plesk
A instalação é feita num servidor com sistema recém-instalado e de uma das versões suportadas, com acesso root pelo SSH. O painel assume a configuração do servidor web, do e-mail e do DNS, por isso não instale sobre um servidor que já roda sites ou serviços configurados à mão. O instalador oficial de um clique baixa a versão estável mais recente com os componentes padrão; segundo a documentação, leva em média uns 15 minutos:
sh <(curl https://autoinstall.plesk.com/one-click-installer || wget -O - https://autoinstall.plesk.com/one-click-installer)No Windows, a instalação usa o plesk-installer.exe, também baixado do site oficial. Ao terminar, o instalador mostra o link de acesso, e o painel passa a responder em https://203.0.113.10:8443 (troque pelo IP do seu servidor). No primeiro acesso, você define o e-mail e a senha do administrador do Plesk e instala a licença, comprada ou de teste. A porta 8443 é a da interface do painel em HTTPS; deixe-a aberta no firewall só para quem administra, se possível.
Primeiros passos: como usar o Plesk
Com o painel no ar, a sequência para publicar o primeiro site é esta. Os nomes dos menus mudam com o idioma escolhido; entre parênteses, o nome da interface em inglês, usado na documentação oficial.
- Crie a assinatura do site com o domínio principal, por exemplo exemplo.com.br, na área de sites e domínios (Websites & Domains).
- Aponte o domínio para o IP do servidor: altere o registro A no DNS atual ou passe os servidores DNS do domínio para o próprio Plesk.
- Emita o certificado SSL gratuito pela Let's Encrypt, depois que o domínio já estiver resolvendo para o servidor, e marque a opção para manter o site protegido.
- Crie as contas de e-mail, como contato@exemplo.com.br, e confira os registros SPF, DKIM e DMARC do domínio.
- Crie o banco de dados e o usuário do banco, se o site precisar.
- Publique o site: instale o WordPress pelo WP Toolkit ou envie os arquivos pelo gerenciador de arquivos, por FTP ou por Git.
- Configure os backups agendados, de preferência com cópia guardada fora do servidor.
Comandos do Plesk pelo SSH
No Linux, o utilitário plesk faz pela linha de comando boa parte do que o painel faz. Alguns comandos da documentação oficial que valem conhecer:
plesk version
plesk login
plesk bin subscription --create exemplo.com.br -owner admin -service-plan "Default Domain" -ip 203.0.113.10 -login usuario -passwd "<senha-forte>"
plesk repair all -n
plesk installer install-all-updates
plesk log panel.logO plesk login é útil quando ninguém lembra a senha do administrador: ele gera um link de acesso de uso único. E o plesk repair, com -n, só aponta os problemas; com -y, corrige o que encontrar sem perguntar.
Quando vale ter o Plesk pronto
Instalar o Plesk é rápido; o trabalho está em manter o servidor, o painel e a licença em dia. Se o objetivo é publicar sites ASP.NET com SQL Server sem administrar servidor, a hospedagem Windows da Hospedagem Segura já vem com Plesk incluído, e a revenda Windows usa o Plesk com clientes e assinaturas. Se você precisa de acesso de administrador, o Plesk entra como adicional na VPS Linux ou Windows e no servidor dedicado, com a licença oficial na edição que corresponde ao número de domínios que você vai hospedar.
Perguntas frequentes
O que é o Plesk, em poucas palavras?
O Plesk é um painel de controle de hospedagem que administra sites, domínios, e-mails, bancos de dados, DNS e certificados SSL pelo navegador. Roda em servidores Linux e Windows Server e é mantido pela WebPros.
O Plesk é gratuito?
Não. O Plesk é licenciado por servidor, em edições que variam pelo número de domínios (Web Admin, Web Pro e Web Host). Há licença de teste para avaliação, e muitos planos de hospedagem já incluem o painel no preço.
O Plesk roda em Linux ou só em Windows?
Roda nos dois. No Linux, gerencia nginx, Apache, PHP, MySQL ou MariaDB e PostgreSQL; no Windows Server, gerencia o IIS, o ASP.NET e o SQL Server.
Qual a diferença entre Plesk e cPanel?
A principal diferença é que o Plesk roda em Linux e Windows e o cPanel só em Linux. Além disso, a licença do Plesk varia pelo número de domínios e a do cPanel pelo número de contas, e o Plesk reúne administrador, revendedor e cliente numa interface só, enquanto o cPanel separa o WHM do cPanel.
Qual a porta de acesso ao Plesk?
O painel do Plesk responde na porta 8443, por HTTPS, no endereço https://IP-do-servidor:8443. A documentação lista também a porta 8880 para acesso por HTTP, que não deve ser usada para entrar no painel por trafegar sem criptografia.
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Plesk pronto para usar
Plesk incluído na hospedagem e na revenda Windows, ou como adicional na VPS e no servidor dedicado, com a licença oficial na edição certa.